LIBERANDO O FLUIR DO AVIVAMENTO
Autor: Gregory R. Frizzell
Amado(as)!
Recebí de um casal de amigos pastores e estou compartilhando com vocês.
Amar a Deus significa amar uns aos outrosOs motivos centrais para buscar unidade é santificar o nome de Deus e expandir o Seu Reino. (Mt 6:9,33; At 2:1-4,42,44; At 4:31,32)
É urgente voltarmos ao maior enfoque no amor e na unidade bíblicos, mas é muito importante que tenhamos o motivo certo e a perspectiva de Deus!
A questão maior é glorificar o nome de Deus e expandir o Seu Reino. Devemos compreender que o oposto de santificar o nome de Deus é profaná-lo. Brigas, desunião, ódio, profanam o nome santo de nosso Deus. Profanar (Khawla) significa “tornar comum, sujo ou trazer vergonha”. É claro que isso devasta o poder evangelístico da igreja.
Temos que resguardar a comunhão cristã pelo menos por seis razões:
1) A comunhão amorosa é a principal maneira de santificar o nome de Deus e refletir Sua Glória para toda a humanidade. (Jo 17:20-23).
2) Ódio e desunião entristecem o Espírito Santo e impedem a presença de Deus em nosso meio. (Ef 4:30).
3) A unidade amorosa é essencial para experimentarmos o poder de Deus no evangelismo e no testemunhar de Cristo. (At 2:1).
4) Como família eterna de Deus, temos que viver em acordo, em união (Ef 2:15), somos salvos para viver na comunhão cristã, não como soldados solitários.
5) Um dos propósitos principais do Reino é que os cristãos vivam em unidade com Ele e uns com os outros. (Jo 17:20-23).
6) Ao amar um ao outro, estamos amando a Deus obedecendo aos Seus grandes mandamentos. (I Jo 2:8-11).
Ao considerarmos esses fatores cruciais, verificamos que a amorosa comunhão bíblica é absolutamente fundamental para que sejamos o povo de Deus e façamos Seu Reino progredir.
Amar uns aos outros é uma prioridade tão grande do Reino que Jesus a coloca como um dos dois Grandes Mandamentos. (Mt 22:37-30). Jesus relaciona nosso poder no testemunho evangelístico ao amor e unidade entre os cristãos. Esta questão é tão vital que as Escrituras afirmam que ninguém que não seja bondoso e que não perdoe pode estar bem com Deus. A falta de perdão e o ódio dizimam nosso poder na oração. (Mc 11:25).
Apesar do intenso enfoque de Deus na unidade, conflitos divisivos nas igrejas têm chegado a níveis chocantes. Nada pode trazer mais vergonha para o nome de Cristo ou atrapalhar Seu Reino do que divisões na igreja.
Comunhão = Poder evangelístico.
Ao examinarmos os padrões do Novo Testamento, uma profunda verdade se evidencia:
A comunhão de Seu povo é diretamente relacionada à manifestação da presença e do poder de Deus.
Leia as seguintes passagens: At 1:14; At 2:1; At 2:42-47; At 4:31,32.
Você consegue enxergar, querido santo? Quando se fala de poder no NT, a ligação com a comunhão é incontestável. Não se engane – a amorosa comunhão cristã e o poder espiritual estão inerentemente conectados. Nos últimos 50 anos, a unidade em amor foi tratada como questão secundária. Denominações creem que os fins justificam os meios relacionais mais perversos. Nenhuma quantidade de suposto fervor evangelístico pode desculpar atitudes de arrogância ou de infame falta de amor para com os outros. Até que encaremos bíblica e completamente os relacionamentos, estamos fadados a manter apatia espiritual e abandono da igreja. O resultado da desunião é igreja paralisada por tensão. Quando abordamos biblicamente os relacionamentos, Deus produz mudanças maravilhosas em lugares aparentemente impossíveis. É glorioso pensar que os grandes avivamentos aconteceram em lugares e com pessoas improváveis. Graças a Deus, Sua graça é maior do que nossas maiores fraquezas.
Deus pode ajudar a igreja a reconhecer e remover as barreiras que impedem o impetuoso avivamento. E isso certamente necessitará de muita oração e arrependimento.
Graças a Deus, cada vez mais cristãos se entristecem porque suas divisões profanam o nome de Jesus. Com clareza incisiva, as Escrituras revelam os escuros estratagemas do Diabo para dividir os crentes. Quando Deus desnuda os segredos mais profundos do seu coração, você pode ter certeza de que é trabalho do Espírito Santo. Como um habilidoso cirurgião, Deus PODA a igreja de Cristo com o propósito de trazer glória para Seu nome e Reino eterno.
“Senhor, o que mais fere o teu coração e impede o avivamento na igreja de hoje?” A resposta surpreende. Os padrões desenfreados de ódio e falta de unidade de hoje, demonstram uma tremenda falta de temor e reverência ao nome de Deus. Sem dúvida, nosso Senhor quer falar sobre os padrões relacionais que estão dividindo tantos crentes, mas glórias a Ele que pode reverter as piores situações.
Avivamento é Jesus Cristo livre para manifestar Sua maravilhosa Glória e Poder através de Seu povo. Temos que voltar para a realidade do Reino que “amar a Deus significa amar uns aos outros”. Antes de podermos amar completamente e abalar o mundo, nós devemos rejeitar a cultura de divisão de hoje e aprender novamente a amar um ao outro fervorosamente.
Deus está nos chamando para um novo nível de intimidade. Nós podemos aprender a santificar e exaltar o nome de Deus como nunca antes.
O propósito principal não é apenas buscar o derramar do avivamento, mas a glória e a vontade do próprio avivador.
Um verdadeiro avivamento é simplesmente um maior amor, uma dependência mais profunda e uma intimidade total com o próprio Deus. Quando você experimenta Deus, você experimenta a verdadeira vida. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti só, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste.” (Jo 17:3).
O verdadeiro avivamento transforma o moderno flagelo de disputas numa inundação de amor e comunhão. Líderes desgastados e derrotados recebem cura gloriosa e renovação, o Reino de Deus se expande e Seu nome recebe glória.
Sabendo que Deus pode mandar avivamento, a pergunta que fica é: Porque Ele ainda não o fez?
1) Muito crentes e igrejas não atingiram o nível requerido em oração e arrependimento.
2) Muitos buscam as bênçãos do avivamento ao invés da santificação e glorificação do nome de Deus.
3) Porque barreiras produzidas por ódio e brigas estão bloqueando o Espírito Santo.
A maior bênção do avivamento – uma incrível proximidade com o próprio Deus.
Embora o fluir do avivamento não remova todo o sofrimento, a graça de Deus se torna tão real que passamos a não nos importar com ele.
Cristãos avivados estão tão cheios de Deus que podem se regozijar nas suas perseguições e provações.
Quando buscamos primeiro o Reino de Deus e Sua justiça é que encontramos a verdadeira vida. A Bíblia deixa claro que amar a Deus significa amar ao próximo, mas nós temos que redescobrir um fato vital – Os dois grandes mandamentos estão inseparavelmente ligados. Em outras palavras, ninguém pode realmente amar a Deus e ser maldoso e ter amargura contra irmãos. Em Mt 5:23 e 6:14,15, Jesus deixa claro que ódio e desunião entre os irmãos impedem nosso relacionamento com Ele.
Em termos de amor e comunhão, a igreja de hoje está numa enorme crise.
À luz da imoralidade epidêmica e da transigência de hoje, pode até soar estranho chamar desunião como obstáculo principal ao avivamento. Pesquisas revelam que conflitos divisivos e falta de amor são mais prevalecentes que a imoralidade escancarada. De acordo com Jesus, pecados nos relacionamentos são frequentemente mais ofensivos espiritualmente do que alguns pecados exteriores da carne. Pior ainda, eles trazem desonra e vergonha ao santo nome de Deus. Essa questão é absolutamente central para o propósito do Reino de Deus e a exaltação do Seu nome. Vemos através da história que as restaurações de relacionamentos são significativas para o fluir dos avivamentos.
Conflito e desunião na igreja – O jogo favorito do Diabo – A maior vergonha da Igreja.
Ódio e desunião ferem o coração do Salvador, que literalmente morreu para nos tornar um. Irmãos, quando nós não conseguimos nos relacionar com uma razoável paz, trazemos vergonha para o nome de Cristo e prejudicamos nossas vidas irreparavelmente. Jesus disse que o mundo seria atraído para Ele através do amor entre os cristãos, mas Ele tem sido afastado por causa do ódio e das disputas. Não é de se admirar que o inimigo gaste tantos esforços para incitar batalhas amargas entre os crentes.
Deveria ser surpresa que problemas de relacionamento surgissem quando uma igreja começasse a ver um progresso real? Nosso inimigo tenta constantemente interromper a atividade de Deus. E é muito triste constatar que o Diabo sabe exatamente com quem ele pode contar para incendiar uma dissensão na igreja. O inimigo parece ter alguns que estão prontos para serem instrumentos de ódio e controvérsia. Os instigadores normalmente não têm consciência de quem está dirigindo sua fala. Para atrapalhar ou impedir uma igreja, o Diabo continuamente busca explorar questões que dividem os crentes. Isto é tão previsível que nós deveríamos estar preparados para usar ferramentas bíblicas tanto para a prevenção como para correção. Estamos estudando este assunto para descobrir os estratagemas relacionais que o Diabo usa para atacar pessoas e igrejas e para reconhecer as táticas do maligno.
Satanás trabalha encoberto pela escuridão. Estudos mostram que os mesmos padrões ele utiliza em milhares de igreja, e as mesmas barreiras impedem o avivamento em inúmeras delas. Os nomes e rostos podem ser diferentes, mas os padrões destrutivos variam muito pouco de uma igreja para outra. Se os crentes não lidam com as questões de relacionamento bíblica e completamente, elas rapidamente se transformam em amargas batalhas pessoais. Padrões relacionais doentios têm que ser resolvidos com batalhas espirituais. Lembremos sempre a verdadeira fonte de nossas batalhas: “Porque não temos que lutar contra carne e sangue”.
Não se engane – Temos que ser discipulados e esclarecidos a respeito dos estratagemas relacionais do Diabo ou o avivamento continuará sendo um sonho impossível. Não importa quanto esforço evangelístico, de discipulado ou oração abracemos, o Espírito Santo permanecerá apagado por causa de ódio e brigas.
Se não lidarmos biblicamente com os artifícios diabólicos permaneceremos perigosamente vulneráveis às suas táticas relacionais. Temos que reconhecê-los ou esses padrões devastadores vão continuar.
Lembre-se: Nosso Senhor não requer perfeição, somente honestidade para começarmos a caminhar rumo às verdades que Ele revelar.
Abrace um relacionamento transformador para a exaltação do nome de Deus e para a expansão do Seu Reino, não somente para obter bênção ou resolver problemas. A motivação central é santificar o nome de Deus e expandir Seu Reino.
Precisamos sempre perguntar por que somos o que somos e por que fazemos o que fazemos?
É de vital importância tanto confessar quanto abandonar os pecados. É crucial não só despir-se do pecado, mas ser revestido por Cristo pela fé. É muito importante resistir à tendência carnal de ficar bravo e defensivo quando Deus revela suas áreas de necessidades. Não justifique seu pecado culpando outros. Acima de tudo, não tente se desculpar, minimizar ou racionalizar suas falhas. Não protele o agir de Deus nem se arrependa parcialmente, pois Deus avisa que tal abuso de Sua graça eventualmente trará castigo sobre você. As Escrituras são para serem obedecidas.
Você tem a capacidade de se arrepender e mudar através de Jesus que habita em você. Nosso objetivo não é afundar no pecado e na derrota, mas caminhar em direção à vitória e à mudança.
Quando a luz da verdade penetrante de Deus brilha nos padrões da escuridão, esta perde seu poder. Se deixarmos a verdade de Deus brilhar sobre os padrões carnais, o Espírito de Deus fará o resto do trabalho. Porém, se evitarmos essas questões, abriremos a porta para os ataques satânicos.
A parte mais vital do crescimento cristão é o compromisso de trabalhar nossas diferenças. É possível aprender a discordar sem ficar bravo, com atitude de condenação ou falta de respeito.
A igreja de hoje tem a tendência de evitar convicção profunda. Não devemos temer convicções profundas do Espírito Santo, porque só assim haverá arrependimento sincero, cura e alegria. A confissão geral, por atacado, nunca traz a inundação da presença de Deus.
Não deixe que sua justa abominação por perigosos padrões pecaminosos o faça abominar as pessoas. Devemos odiar o pecado, é verdade, mas amar o pecador.
O NT avisa do perigo que correm aqueles que prejudicam a pureza e a unidade da igreja de Cristo. Em Corinto, o abuso praticado na Ceia do Senhor relacionava-se com a desunião dos crentes e o tratamento egoísta de um para com o outro. Esses crentes tinham completo descaso pela comunhão, amor e unidade da igreja de Cristo. O resultado disto foram muitas enfermidades e mortes entre os crentes ofensores. Aparentemente esses crentes não tinham uma menor idéia de que suas enfermidades e mortes eram resultado do julgamento de Deus, e Paulo teve que falar-lhes.
Conforme a Bíblia, poucos pecados põem os crentes num risco tão grande do que o persistente dano aos laços de amor e paz no Corpo de Cristo.
Deus não tolerará o dano constante à Sua igreja ou a profanação pública do Seu nome.
Como líderes, temos que avisar o povo da seriedade que é prejudicar a unidade em amor do Corpo de Cristo.